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Glemt cobra segurança na fronteira com a Bolívia

21/05/2018

Em resposta a solicitação encaminhada pela Grande Loja Maçônica de Mato Grosso, o governador Pedro Taques sugeriu que seja realizada uma audiência pública para discutir o assunto na cidade de Cáceres

A preocupação com a segurança pública na região oeste de Mato Grosso foi levada ao governador Pedro Taques pelo grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (Glemt), Geraldo de Souza Macedo, na quinta-feira (17), durante reunião no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Na ocasião, Macedo entregou ao chefe do Executivo Estadual uma carta aberta assinada por representantes da Loja Conjunta Degraus do Conhecimento, que congrega cinco lojas maçônicas filiadas à Glemt nos municípios de Pontes e Lacerda, Araputanga, Cáceres, São José dos Quatro Marcos e Porto Esperidião.

Acompanhado do grão-mestre-adjunto, Eleusino Ataide Passos, o Leão, Geraldo Macedo destacou que o Estado possui mais de 750 quilômetros de fronteira seca com a Bolívia, área que abrange 29 municípios e que enfrenta uma escalada de crimes sem precedentes. “A população da região está assustada com o alto índice de violência, que inclui tráfico de droga, roubo de carros, invasão a fazendas e assaltos na zona urbana”, disse. Em resposta, o governador solicitou que a Maçonaria promova uma audiência pública em Cáceres, na qual ele mesmo fará uma explanação sobre as providências a serem tomadas, além de fazer um balanço sobre as ações da Secretaria de Segurança Pública na região. “Vou pessoalmente dar essa resposta à Maçonaria e à sociedade”, comprometeu Taques.

O grão-mestre observou que a preocupação com a segurança na região de fronteira com a Bolívia vem sendo discutida entre os dirigentes da Glemt, Grande Oriente do Brasil (GOB) (Antonio Passos) e Grande Oriente do Estado (GOE) (Ademir Amorim). “Estamos unidos não apenas para cobrar, mas, para também ajudar enquanto cidadãos. Temos sugestões e queremos participar com ações que estimulem a sociedade a participar por meio dos conselhos de segurança, associações de moradores, além de outros mecanismos da sociedade civil organizada”, falou Geraldo Macedo.

“Sabemos que o Grupo Especial de Fronteira - Gefron -, Exercito, Polícia Federal e a Polícia Civil por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira – Defron -, tem atuado de forma exemplar, mas sempre há uma nova forma de atuação do crime. Por isso estamos dispostos a discutir sobre o assunto e saber até que ponto podemos contribuir enquanto maçons e cidadãos”, completou Macedo, ao reforçar que segurança pública é obrigação do Estado, mas que necessita de esforços conjuntos tanto públicos, quanto privados e sociais para que se tenha um pouco mais de tranquilidade. “Queremos saber, por exemplo, o que o Plano Estadual de Segurança na Fronteira de Mato Grosso tem a oferecer nesse momento. Vamos marcar a data da audiência pública o mais breve possível e queremos contar com a presença da sociedade nesse evento”.

No documento entregue ao governador, a Maçonaria atenta para as responsabilidades assumidas na área da segurança pública durante o 13º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em fevereiro, na cidade de Macapá (AP). “O tráfico de drogas é o crime mais praticado nos nove estados que compõem a Amazônia e que representam 62% do território brasileiro”, diz a Carta Aberta. “Juntos, somos fortes. Unidos, somos imbatíveis. Estamos à disposição para somar forças junto ao Estado, empresários e moradores da região oeste”, conclui a reivindicação assinada pelos veneráveis-mestres Luiz Carlos dos Santos (Loja Estrela do Norte nº 08), Alfredo de Oliveira (Loja 06 de Outubro nº10), José de La Cruz (Loja Filhos de Noé nº18), Rezoluz Lima (Loja Estrela do Guaporé nº63) e Donizete Tiago Cabral (Loja 13 de Maio nº64).