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Uma nova maneira de ver e viver a vida

28/05/2018

Geraldo Macedo, grão-mestre da Glemt

Após 301 anos da sua organização como é conhecida atualmente, a Maçonaria dá novo exemplo de que é preciso avançar sem jamais perder as suas raízes históricas. Quem faz a defesa dessa tendência é Geraldo Macedo, presidente da Zona 5 da Confederação Maçônica Interamericana (CMI) e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (Glemt). Essa ação conta com apoio incondicional dos grão-mestres do Grande Oriente do Brasil (Gob) e Grande Oriente do Estado (Goe) - em Mato Grosso -, Antonio Passos e Lúcio Amorim, respectivamente.

Antonio Passos (Gob), Geraldo Macedo (Glemt), Eleusino Leão (Glemt) e Jaci Rabelo, representando o Goe

Transformação, novos paradigmas, revolução do ser e conhecimentos compartilhados na prática são os desafios da Maçonaria Executiva que se desenha no século 21

Na tarde deste sábado (26), em Rondonópolis, distante 220 quilômetros ao sul de Cuiabá (MT), a Ordem mostrou que as três potências estão unidas no propósito de fazer a transição para a chamada Maçonaria Executiva. Representantes de 15 lojas filiadas à Glemt, Gob e Goe se reuniram no ‘Templo da Harmonia’ para acompanhar a palestra ‘Maçonaria Executiva’, proferida por Macedo. A explanação, que está sendo feita em 13 municípios-polos de Mato Grosso e que será ministrada no dia 30 de maio em Aracaju (SE), aborda o momento atual da instituição, que já foi Operativa, atualmente se define como Especulativa e, agora, busca um novo ciclo baseado numa tendência universal que exige transformações rápidas e constantes. “Não dá mais para olhar a nossa história pelo retrovisor. O para-brisa está diante de nós para enxergarmos à frente”.

Palestra reuniu representantes de 15 lojas das três potências

Já se passaram 301 anos e a grande maioria da sociedade, em todos os continentes, não conhece a resposta ou ainda repassa conceitos errôneos divulgados pela Internet porque não nos preocupamos em explicar o que é a Ordem, seus princípios e como atua

Geraldo Macedo diz que o conceito de Maçonaria Executiva é simples. “Nada mais é do que o maçom participar ativamente da vida social, econômica e política do País, saindo do anonimato. Se um dos objetivos da Ordem é estimular que seus membros sejam homens justos e perfeitos, por que não mostrar isso com mais intensidade na prática fora das reuniões maçônicas”? questiona o grão-mestre. Segundo ele, é o momento de abrir as portas para que a sociedade conheça um pouco mais da rotina maçônica e, por outro lado, o obreiro possa contribuir com mais veemência com a sua missão de construtor da cidadania. “Nossos antepassados maçônicos contribuíram na construção de uma história de avanços formidáveis para a humanidade. Agora, é a nossa vez de fazer o mesmo para sermos referência hoje e no futuro”, completou.

Revolução Francesa foi um marco na história da humanidade

A história mostra o caminho

Macedo observa que promover uma mudança de conceitos e adotar novos paradigmas não é tarefa fácil. “A Revolução Francesa, abolição da escravatura, independência dos países das américas e alguns países da África não foi tão fácil como se imagina, só para citar alguns casos. Levaram centenas de anos do início ao fim e envolveu vários segmentos sociais. Enquanto cidadão, o maçom vê uma nova revolução em movimento que busca fórmulas mais eficientes para a economia, política e para a vida social. “Não vamos ficar de braços cruzados, logicamente”.

Príncipe Harry e Meghan Markle, símbolo de novos tempos

Outro exemplo citado foi o casamento da atriz Meghan Markle com o príncipe Harry, no dia 19 de maio na capela de St. George, em Londres. “O casamento real, no fim das contas, nos diz muito menos sobre contos de fadas e muito mais sobre diálogo com uma nação que exige novos paradigmas”, comparou Macedo. Para ele, pode ter nascido aqui o fim dos “casamentos arranjados” na realeza britânica. “Vê se claramente que Harry e Meghan se uniram por amor”.

Macedo destaca que, bem ao gosto da juventude moderna, Harry se casou de barba – algo inédito na Família Real – e a noiva independente e que se acostumou a expressar suas convicções, decidiu entrar sozinha na igreja até o momento de estender o braço ao pai do noivo, o príncipe Charles. “A princesa mostrou uma mulher forte com suas próprias escolhas. A família real - profundamente ligado à escravidão - também se mostrou aberta ao diálogo e mudanças ao não questionar a união de Harry com uma descendente de escravos. O reverendo negro e estrangeiro, Michael Curry, fez o sermão principal. Entoou Martin Luther King e citou um cântico dos negros do Sul dos Estados Unidos. Posso dizer que foi um diálogo com o passado, abrindo as portas ao presente. Foi o dia em que vimos a sociedade inglesa, de maioria branca, dar um passo à frente sob as vozes de um coral formado por negros. Seria o início de uma realeza executiva”?, brincou.

Transformações necessárias

“Se a realeza mais tradicional do Mundo sinaliza com novos tempos, por que os seguidores da Arte Real também não fazem o mesmo? Os súditos ingleses, certamente, vão se questionar e absorver parte desse momento de descobertas. Também imagino que a primeira coisa que a maioria das pessoas vai perguntar no decorrer dessa nova fase, no nosso caso, seja: O que é a Maçonaria? A grande maioria da sociedade, em todos os continentes, não conhece a resposta ou ainda repassa conceitos errôneos divulgados pela Internet porque não nos preocupamos em explicar o que é a Ordem, seus princípios e como atua”, explica o grão-mestre da Glemt. “Abrir as portas não significa deixar se observar a Constituição Maçônica, modos e costumes iniciáticos. É fazer com que o maçom atue fortemente como cidadão no ambiente social, político e econômico e, ao mesmo tempo, mostre isso de forma clara fora da instituição e dentro dela por meio de sessões abertas ao público. Portanto, é uma mudança comportamental, como a ocorrida recentemente na Família Real Inglesa”.

De nada adianta ser um erudito maçônico se não entender o ofício de construir beleza em sua vida e compartilhá-la

Agente de transformação humana

Para o presidente da Zona 5 da CMI é tão simples mostrar que a Maçonaria é uma das maiores e mais antigas organizações não-religiosas, não políticas e fraternas. “Basta trazer a sociedade, os movimentos organizados, autoridades, religiosos e quem mais desejar para conhece-la. Digo sempre que Maçonaria significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Para alguns dos nossos membros, é uma oportunidade para conhecer novas pessoas, fazer novos amigos e desfrutar de eventos sociais. Para outros, trata-se de tomar parte ativa no apoio a causas meritórias. Para outros tantos, é apenas um passatempo agradável. A  mim, pessoalmente, Maçonaria é um agente de transformação humana e é essa a Maçonaria que devemos mostrar”, define Geraldo Macedo.

O que propomos já é uma tendência mundial. Não queremos mudar a Maçonaria, mas a nossa maneira de enxergar e fazer as coisas

Sendo Maçonaria Executiva, a Ordem continuará a ser uma escola onde a humanidade serve o Planeta enquanto aprende sobre os mistérios do Universo, diz Geraldo em sua palestra. “A diferença é que vamos deixar a zona de conforto para deixarmos evidentes os nossos esforços pelo bem comum. Deixo claro que isso exige muito trabalho e que só terá valor se for prático e não apenas filosófico. O  verdadeiro significado disso é usar o ensinamento dado pela Maçonaria para melhorar a vida física, emocional, mental e espiritual das pessoas de nossa convivência ou não. De nada adianta ser um erudito maçônico se ele não entender o ofício de construir beleza em sua vida e compartilhá-la. Nesse ponto, a Maçonaria Executiva nos ajudará nesse propósito. O que propomos já é uma tendência mundial. Não queremos mudar a Maçonaria, mas a nossa maneira de enxergar e fazer as coisas”, concluiu.

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