Alto Paraguai recebe palestra sobre Maçonaria Executiva

09 de junho de 2018

Mais uma sessão conjunta entre representantes da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (Glemt), Grande Oriente do Brasil (Gob) e Grande Oriente do Estado (Goe) foi realizada para divulgar os princípios de um conceito que ganha corpo em nível nacional e mundial: ’Maçonaria Executiva’. O tema foi o foco da palestra ministrada pelo grão-mestre da Glemt, Geraldo Macedo, na noite desta sexta-feira (08), em Alto Paraguai, cidade com pouco mais de 10 mil habitantes distante 190 quilômetros a noroeste de Cuiabá.

É preciso estar em sintonia com os avanços da comunicação, das relações interpessoais e estar pronto para quebrar paradigmas dentro e fora das atividades maçônicas

A cidade que tem a sua economia baseada na pecuária de corte e leiteira também desenvolve projetos de avicultura e piscicultura e vê crescer as expectativas vendo as lavouras de soja avizinhar das suas terras. “Essa horizontalidade que Alto Paraguai busca para a sua economia com grandes reflexos no meio social pode ser usada como exemplo para o que propomos nesse momento de intensa globalização”, comentou Geraldo Macedo.

O grão-mestre observa que a globalização, em todo o seu amplo sentido, não é um fenômeno novo. Segundo ele, suas origens remontem a meados do século 19. “Os fatos se intensificaram no século 20 e ganharam corpo nas três últimas décadas quando o fluxo de comunicação e as informações desenvolveram-se atingindo uma escala mundial”, completa Macedo.

Geraldo Macedo, acompanhado de representantes do Goe do Gob está percorrendo 13 municípios-polos em visitas às lojas maçônicas defendendo um momento importante de virada de página. A Maçonaria, que já foi Operativa e, atualmente se define como Especulativa, busca agora um novo ciclo denominado Maçonaria Executiva. Para Macedo, o conceito é simples. Nada mais é do que o maçom participar mais ativamente da vida social, econômica e política do País. Além disso, é preciso estar em sintonia com os avanços da comunicação, das relações interpessoais e estar pronto para quebrar paradigmas dentro e fora das atividades maçônicas. “Se um dos objetivos da Ordem é estimular que seus membros sejam homens justos e perfeitos, por que não mostrar isso com mais intensidade na prática fora das reuniões maçônicas”?

A proposta não sugere mudanças em regras, leis, ritos e costumes.  Não queremos mudar a Maçonaria, mas a nossa maneira de enxergar e fazer as coisas diante de uma sociedade que também busca o mesmo princípio

Se um município como Alto Paraguai que no passado foi área de garimpo desde 1728 – virou distrito em 1948 de Diamantino e município em 1953 - busca virar a página da sua história sob a ótica de um novo conceito, com a Maçonaria não está sendo diferente, alerta o grão-mestre da Glemt. “O que propomos é observar uma tendência mundial que já se desenha há décadas. A proposta não sugere mudanças em regras, leis, ritos e costumes.  Não queremos mudar a Maçonaria, mas a nossa maneira de enxergar e fazer as coisas diante de uma sociedade que também busca o mesmo princípio. É importante nesse momento descobrir como perceber o fim de um ciclo e contribuir de forma coletiva para tomar uma nova direção", propõe Macedo.

SOCIEDADE HORIZONTAL

A intenção da Ordem com o conceito de Maçonaria Executiva é chamar atenção de seus membros para o momento em que a comunicação e o compartilhamento de saberes não podem esperar. O acesso à informação e capacidade de organização se multiplicou exponencialmente com a conectividade, a espiritualidade passou a ter importância fundamental para a qualidade de vida das pessoas, a tecnologia elimina processos burocráticos e compartilhar se tornou uma das palavras mais pulsantes da atualidade.

“Não dá mais para olhar o mundo cercado por quatro paredes cheias de simbologias e resumir nossos pensamentos, intenções e ações em um livro ata. Começamos por aí, mas devemos ir à prática revelando à sociedade o orgulho e o privilégio de ser maçom. Como fazer isso? Sendo um pouco mais cidadão do que já somos. Esforço extra nunca é demais. Dessa forma vamos estabelecer uma nova relação com os jovens e com a sua conectividade tecnológica, com as mulheres e com o seu empoderamento em todos os níveis, além de nos reciclarmos enquanto seres humanos e cidadãos”, esclareceu Macedo.

Ele destaca que o ser humano só não tem poder sobre eventos pontuais horizontais, como nascimento e morte. Já a expansão da horizontalidade é totalmente de reponsabilidade e poder do homem. “Relações, valores, atitudes, virtudes, entre outras ações que trocamos com o meio é o que determina a nossa existência. Esses são os nortes que devem nos guiar nesse momento de Maçonaria Executiva, compondo a dimensão da horizontalidade que diferencia o maçom de outras pessoas. Se amplio a minha horizontalidade, irei beneficiar tanto a mim quanto ao outro. O fato é que o modelo vertical de relações não cabe mais nesse mundo cada vez mais dinâmico e moderno. Enfim, Maçonaria Executiva é isso”.

Na quinta-feira (14), Geraldo Macedo profere a mesma palestra para maçons das três potências na cidade de Sorriso, norte de Mato Grosso.

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