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Confederação Maçônica repudia atentado contra Bolsonaro

10/09/2018

O atentado ao candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), atingido por uma facada enquanto fazia campanha em Juiz de Fora nesta quinta-feira (06), foi repudiado pela Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), que congrega as 27 Grandes Lojas Maçônicas do País, nos Estados e no Distrito Federal. A entidade, que já se empenhava em divulgar a campanha Reage Brasil, que visa uma Nação livre da corrupção, agora também concentra esforços contra a “cultura do ódio” e pela “cultura da paz”.

“Esperamos que esse crime seja um ato isolado, do contrário, estaremos diante de grave ameaça às liberdades individuais e políticas" - Jordão da Silva

Para o secretário-geral da CMSB, Jordão da Silva Junior, a mancha que tingiu de sangue a campanha eleitoral brasileira, decorrente do ato contra Bolsonaro, é um alerta para que as pessoas se engajem na cultura de paz. “Esperamos que esse crime seja um ato isolado, do contrário, estaremos diante de grave ameaça às liberdades individuais e políticas, além de ferir o próprio Estado de Direito, a Democracia, enfim. Em nota oficial, a CMSB afirma que a Instituição estará permanentemente de vigília para combater quaisquer ameaças nesse sentido.

Jordão da Silva Junior, secretário-geral da CMSB

Os maçons, pela CMSB, estão estarrecidos diante do que se presencia neste momento, visto que não há notícias, nas últimas gerações, de violência de tamanha gravidade, tanto de ordem pessoal quanto institucional contra um candidato à Presidência. O triste e lamentável episódio enluta, pois, a todos aqueles que têm na tolerância um modo de vida, razão pela qual propugnam por uma apuração e punição justa ao responsável pelo crime de Juiz de Fora. Aliás, é motivo de confiança e de respeito o trabalho da Polícia Federal que já abriu inquérito para apurar toda a dimensão do atentado, diz trecho da nota.

Sobre o fato do acusado, Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, atribuir críticas contra a Maçonaria, a nota de repúdio afirma que, se de fato elas foram emitidas, a instituição avalia que que se trata de um tipo de manifestação própria daqueles que ignoram os verdadeiros ensinamentos da Sublime Instituição.

“Esse lamentável episódio é um indicativo de que temos muito a evoluir. Chega de violência” - Geraldo Macedo

É certo, porém, o que reafirmamos, acrescenta o documento, os maçons, irmanados na Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, estão tristes, mas confiantes na recuperação física de uma figura humana de visibilidade à Nação, bem como estão firmes em seus princípios à espera de justiça e de punição ao desvairado autor do atentado contra um candidato a presidente do nosso País.

Geraldo Macedo, grão-mestre da Glemt

Cultura de Paz

Para o presidente da Zona 5 da Confederação Maçônica Interamericana (CMI) e grão-mestre da Grande Loja Maçônica de Mato Grosso, Geraldo Macedo, a paz que evitaria atos insanos como o atentado contra Jair Bolsonaro depende muito mais de cada cidadão do que de acordos políticos, econômicos ou militares. “Cada um de nós, enquanto cidadão, independentemente da idade, do sexo, da posição social, religião ou origem cultural deve trabalhar para esse fim”, analisa Macedo.

Ao Estado, segundo o grão-mestre da Glemt, cabe pavimentar a construção de uma cultura da paz dotando crianças e adultos de uma compreensão dos princípios e respeito pela liberdade, justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualdade e solidariedade. “Tudo isso começa com a educação. Na Maçonaria aprendemos a rejeitar a violência de forma individual e coletiva. Isso é primordial em qualquer sociedade”, concluiu. Geraldo Macedo diz confiar na Justiça e em um julgamento justo ao acusado do atentado, Adelio Bispo de Oliveira. “Esse lamentável episódio é um indicativo de que temos muito a evoluir. Chega de violência”!