José Vitor Gargaglione vai para o Oriente Eterno e deixa saudade

06 de dezembro de 2018

Três últimos anos de vida foram dedicados à familia

A Maçonaria em Mato Grosso está de luto. Partiu para o Oriente Eterno, na madrugada de quarta-feira (05), em Cuiabá, o procurador José Vitor Gargaglione. Ele lutava contra um câncer de bexiga, diagnosticado em 2016. Era considerado um dos mais experientes e respeitados procuradores do Estado. Também foi subprocurador, defensor geral e corregedor da Procuradoria Geral do Estado (PGE) por quatro vezes. Maçom dedicado, encarou a doença e viveu os últimos três em total devoção à família. "Não sentei para chorar e enfrentei a doença de pé”, desabafou o procurador em sua rede social quando soube da sua doença. “Gargaglione foi um ser humano exemplar do ponto de vista familiar, maçônico e profissional”, comparou Geraldo de Souza Macedo, grão-mestre da Grande Loja Maçônica de Mato Grosso (Glemt).

O procurador era conhecido por sua preocupação em levar uma vida saudável, cuidava da alimentação e praticava esportes. Gargaglione veio do Rio de Janeiro para Mato Grosso em 1980 e foi um dos responsáveis por introduzir o jiu-jitsu no Estado. Gostava de pedalar, caminhar nos parques da cidade e tinha como vício, apenas o gosto por participar de maratonas no Brasil e no exterior.

Na história profissional de Zé, como gostava de ser chamado pelos amigos e irmãos de Ordem, consta a chefia da extinta Procuradoria Judiciária, que deu origem à Defensoria Pública. Foi conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Mato Grosso, membro de comissões de Defesa dos Direitos Transindividuais, Difusos e Coletivos, e do Conselho De Defesa da Criança e do Adolescente.

Gargaglione participou do projeto de jurisprudência pela igualdade e combateu a discriminação por gênero. Também atuou como professor nas escolas superiores do Ministério Público e da Magistratura, faculdades de direito e escolas preparatórias para concursos, além de ter sido incentivador da criação da escola superior de advocacia pública.

“Mato Grosso perde um dos seus maiores juristas e professor. Apaixonado pela advocacia pública, foi grande defensor dos Direitos Humanos, das mulheres e das crianças”, disse a procuradora-geral do Estado, Gabriela Novis.

Em nota, a Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso (Apromat) manifestou pesar pela morte de José Vitor: “Profissional exemplar, grande professor, amigo querido, pai e avô amoroso, Zé Vitor, como era chamado pelos colegas, deixa ensinamentos e exemplos que nunca serão esquecidos, em reconhecimento ao imenso legado deixado por ele na Procuradoria Geral do Estado (PGE). Uma de suas principais marcas foi a luta intransigente pelas causas associativas”.

“Zé foi um homem do bem. Fazia tudo o que gostava e de forma saudável. Certamente, nos deixa muita saudade daquele aperto de mão forte e riso fácil no rosto. Nos conforta saber que ele descansa junto ao Grande Arquiteto do Universo e, a essa hora, está de pé e à ordem ou caminhando sem pressa por alguma estrada no Oriente Eterno”, finalizou Geraldo Macedo.

José Vitor Gargaglione foi sepultado no Cemitério Parque Bom Jesus, em Cuiabá.