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Maçonaria manifesta sobre greve dos caminhoneiros

04/06/2018

A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) manifestou publicamente a sua preocupação com a situação do País diante do movimento grevista que quase levou a nação ao caos. O Brasil literalmente parou durante uma semana, entre os dias 21 e 29 de maio, por conta da ‘paralisação dos caminhoneiros’ que paralisou os serviços diante do aumento do preço dos combustíveis, causado pela flutuação dos preços internacionais. Além disso, a categoria trazia outras demandas consideradas urgentes para o setor.

As 27 Grandes Lojas Maçônicas brasileiras que assinaram manifesto, incluindo o Grão-Mestre Geraldo Macedo, de Mato Grosso, apontam que “a cada dia mais evidente que a sociedade brasileira não mais suporta a tirania econômico-financeira”

De um lado, lideranças do movimento tentavam mostrar à sociedade as suas angústias. De outro, o governo e o Congresso Nacional costuravam acordos em propostas que tentavam pôr fim à crise. Em meio a esse turbilhão que quase levou a nação ao caos, a Maçonaria também deu a sua contribuição. “Em Mato Grosso, acompanhamos com muita preocupação e sugerimos a legitimidade do movimento dos caminhoneiros”, enfatiza o presidente da Zona 5 da Confederação Maçônica Interamericana (CMI) e Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (Glemt), Geraldo Macedo.

Geraldo Macedo

“Os efeitos do movimento grevista preocuparam, pois é o carro-chefe da nossa economia. No mais, há muitos maçons que atuam como produtores rurais e dividimos com eles essa angustia” - Geraldo Macedo

Macedo observa que a maior parte da frota nacional de caminhões trafega em Mato Grosso, onde o Valor da Produção Agropecuária em 2017 foi de R$ 63,7 bilhões, segundo estimativas do Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. “Os efeitos do movimento grevista preocuparam, pois é o carro-chefe da nossa economia. No mais, há muitos maçons que atuam como produtores rurais e dividimos com eles essa angustia”, completou o grã-mestre. E ele tem razão, segundo o Imea. Para 2018, instituto já esperava queda no valor de agricultura e floresta de 3,7%, com perspectiva de redução da produção de diversas culturas. Certamente, os reflexos dessa paralisação influenciarão os números um pouco mais para baixo.

Agronegócio foi o principal afetado

Em nível nacional, a principal manifestação da Ordem veio da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) ao publicar um manifesto à sociedade em que mostrou “preocupação”, mas também solidarizou à situação de instabilidade que passou o Brasil naquele momento

Em nível nacional, a principal manifestação da Ordem veio da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) ao publicar um manifesto à sociedade em que mostrou “preocupação”, mas também solidarizou à situação de instabilidade que passou o Brasil naquele momento.

A CMSB pedie “reconhecimento, pela Ordem Maçônica, da legitimidade do direito de reivindicação, nos limites da Lei, da Ética e da Moral, sustentáculos da sociedade e da convivência dos povos”; “a necessidade de respeito ao direito de reivindicar e de ir e vir”; “a premente necessidade da sociedade brasileira, de um projeto estratégico de desenvolvimento socioeconômico com sustentabilidade, construído em bases sólidas e democráticas”; “o combate implacável, em todos os níveis da sociedade, à corrupção e aos crimes de Estado”; “a reestruturação do Estado brasileiro, com a construção de um novo pacto federativo; “a implementação de uma completa e radical reforma tributária; e “a urgência de uma reforma política, com a implantação do voto distrital”.

Movimento quase parou o País

As 27 Grandes Lojas Maçônicas brasileiras que assinaram manifesto, incluindo o Grão-Mestre Geraldo Macedo, de Mato Grosso, apontam que “a cada dia mais evidente que a sociedade brasileira não mais suporta a tirania econômico-financeira”. “O regime de verdadeira espoliação a que está submetida, com o comprometimento de recursos essenciais ao desenvolvimento econômico e até mesmo à satisfação das mais elementares necessidades humanas, no sustento de uma máquina ineficiente, ineficaz, perdulária e reconhecidamente incapaz de atender aos anseios mínimos da população”, diz um trecho da nota.

O ACORDO

O Congresso Nacional anunciou que vai instalar cinco comissões mistas a partir da quarta-feira (6). Entre elas estão as que analisarão as Medidas Provisórias (MPs) assinadas pela Presidência da República na última semana, que compõem o acordo feito com caminhoneiros para o fim da greve.

Ficou definido para emprego imediato a isenção de cobrança de pedágio para eixo suspenso e o preço do diesel caiu R$ 0,46 desde sexta-feira (1). Além disso, o plenário da Câmara dos Deputados pode votar, a partir de terça-feira (5), o PL 4860/16, que regulamenta o transporte rodoviário de cargas. O texto estabelece as formas de contratação de serviços e seguro, além de criar um vale-pedágio e tornar obrigatória a inspeção de segurança veicular.

O MANIFESTO

A CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL – C.M.S.B., instituição que congrega as 27 Grandes Lojas Maçônicas dos Estados brasileiros e do Distrito Federal, acompanha na Capital da República com preocupação e solidária com os que se preocupam e atuam neste grave momento por que passa a sociedade brasileira, dirige-se aos cidadãos para expressar:

1. O reconhecimento, pela Ordem Maçônica, da legitimidade do direito de reivindicação, nos limites da Lei, da Ética e da Moral, sustentáculos da sociedade e da convivência dos povos;

2. A necessidade de respeito ao direito de reivindicar e de ir e vir, de todos os cidadãos, com as vozes discordantes e a preservação do abastecimento da população, muito especialmente no que diz respeito aos itens básicos para a manutenção da vida e da ordem social;

3. A premente necessidade da sociedade brasileira, de um projeto estratégico de desenvolvimento socioeconômico com sustentabilidade, construído em bases sólidas e democráticas;

4. O combate implacável, em todos os níveis da sociedade, à corrupção e aos crimes de Estado, que dilapidaram e dilapidam o patrimônio e espancam a ética e a moralidade públicas;

5. A reestruturação do Estado brasileiro, com a construção de um novo pacto federativo, com o prestígio da eficiência e eficácia dos serviços e investimentos públicos com menor e racional uso de recursos;

6. A implementação de uma completa e radical reforma tributária, reduzindo a carga que pesa sobre os ombros da sociedade e impede o crescimento econômico e o desenvolvimento social, simplificando a estrutura do sistema e os processos de arrecadação e destinação dos recursos;

7. A urgência de uma reforma política, com a implantação do voto distrital.

É a cada dia mais evidente que a sociedade brasileira não mais suporta a tirania econômico-financeira, o regime de verdadeira espoliação a que está submetida, com o comprometimento de recursos essenciais ao desenvolvimento econômico e até mesmo à satisfação das mais elementares necessidades humanas, no sustento de uma máquina ineficiente, ineficaz, perdulária e reconhecidamente incapaz de atender aos anseios mínimos da população.

Nesse contexto, conclama o povo maçônico e a sociedade em geral, a quem a Maçonaria jamais faltou em situações de instabilidade institucional, a uma séria e profunda reflexão sobre o papel e a responsabilidade do Estado e dos cidadãos e a uma ação firme e decidida em prol de uma sociedade pautada nos princípios da Ética, da Moralidade pública e privada e da solidariedade.

Jordão Abreu da Silva Júnior – PGM

Secretário Geral da C.M.S.B.

Fernando Álvares Zamora  –  Acre

Josenildo Ferreira Cardoso  – Alagoas

Giovanni Tavares Maciel Filho  –  Amapá

Fernando Ferreira Lima  – Amazonas

Jair Tércio Cunha Costa  –  Bahia

Sílvio de Paiva Ribeiro  – Ceará

Cassiano Teixeira de Morais  –  Distrito Federal

Walter Alves Noronha  – Espírito Santo

Adolfo Ribeiro Valadares  –  Goiás

Ubiratan João de Castro  – Maranhão

Geraldo de Souza Macedo  –  Mato Grosso

Sebastião Nogueira Faria  – Mato Grosso do Sul

Geraldo Eustáquio Coelho de Freitas  –  Minas Gerais

Edilson Araújo dos Santos  – Pará

José Reinaldo Camilo de Souza  –  Paraíba

Waldemar Kretschmer  – Paraná

Janduhy Fernandes Cassiano Diniz  –  Pernambuco

Pedro Alexandre de C. Mota  – Piauí

Nelson Lopes Ribeiro  –  Rio de Janeiro

Roberto Di Sena  –  Rio Grande do Norte

Norton Valladão Panizzi  –  Rio Grande do Sul

Aldino Brasil de Souza  – Rondônia

Sérgio Cordeiro Santiago  – Roraima

Flávio Rogério Pereira Graff  – Santa Catarina

Ronaldo Fernandes  –  São Paulo

Alberto Jorge Franco Vieira  – Sergipe

Alexandre Modesto Braune  – Tocantins