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Maçonaria lança em Mato Grosso campanha contra corrupção

21/08/2018

Geraldo Macedo apresentou a campanha durante palestra

A Campanha ‘Reage Brasil – O voto é o resgate do País em nossas Mãos! ’ Foi lançada às 20h desta segunda-feira (20), em Cuiabá, durante sessão solene realizada pela Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (GLEMT), Grande Oriente do Brasil (GOB) e Grande Oriente do Estado (GOE), na sede da Glemt, no bairro Morada do Ouro. Ato semelhante também ocorreu em outras capitais sob coordenação da Confederação Maçônica do Brasil (Comab) e Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB).

 “Pretendemos divulgar, educar e mobilizar maçons em todo o Brasil para que nossa posição seja clara e evidente para a sociedade", anunciou Geraldo Macedo

A campanha consiste em um cartaz digital e um vídeo de pouco mais de 1 minuto de duração que objetiva motivar a renovação dos cargos públicos eletivos e o resgate de valores há muito esquecidos. “Pretendemos divulgar, educar e mobilizar maçons em todo o Brasil para que nossa posição seja clara e evidente para a sociedade. Chega de corrupção”, explicou o grão-mestre da Glemt, Geraldo Macedo. A intenção é viralizar o material nas redes sociais para que toda a sociedade tenha acesso ao conteúdo.

 "Não há outro caminho para pôr fim a corrupção na política que não seja pelo diálogo com a sokciedade e pelo voto consciente", disse Antonio Hans.

Outra consciência que a campanha pretende despertar é aquela em que o eleitor, que teve menores oportunidades de desenvolvimento intelectual, não seja manipulado. No entendimento da Maçonaria, ele precisa ter acesso sobre a verdadeira serventia e funcionamento das instituições, através de informações sadias. Ele precisa ser instruído sobre o que, de fato, o eleito pode fazer. É sabido que executivos e legisladores só têm autonomia de ação em causas coletivas, universais. Para o Procurador de Justiça aposentado e 1º grão-mestre eleito da Glemt após a divisão de Mato Grosso na déccada de 1970, Antonio Hans, Mato Grosso está dando exemplo de maturidade ao convocar uma reação proativa da sociedade. "Não há outro caminho para pôr fim a corrupção que não seja pelo diálogo e pelo voto consciente", disse Hans.

Carta de Vitória

Recentemente, a CMSB também divulgou a “Carta de Vitória’, na qual os maçons pedem ao povo que eleja candidatos ficha-limpa. O documento é assinado por grão-mestres de 27 estados, conclamando os brasileiros para que, nas eleições de 2018, utilize o voto “como instrumento de mudança na construção social, elegendo candidatos comprometidos com os princípios de ética e moralidade”. A Carta foi o resultado da XLVIII Assembleia Geral Ordinária, de 4 a 8 de julho, em Vitória, no Espírito Santo.

“Temos que nos fazer presentes nesse momento tão importante para a cidadania. Nossas opiniões também precisam ser ouvidas", exclamou Antonio Passos

Entre os pontos elencados na Carta de Vitória, os maçons alertam para os clamores “contra a corrupção e malversação da verba pública entre outros, que tem sido uma constante em suas proclamações divulgadas à Nação”. “Temos que nos fazer presentes nesse momento tão importante para a cidadania. Nossas opiniões também precisam ser ouvidas. No mais, tudo aquilo que é ruim temos que tirar de nossas vidas e a corrução é uma delas”, analisou o grão-mestre do GOB, Antônio Passos. “A honestidade não é mérito, é obrigação de qualquer cidadão. A nossa meta é mostrar isso a sociedade e resgatar valores até então perdidos entre muitos de nossos gestores públicos”, completou Ademir Amorim, grão-mestre do GOE e vice-presidente da Comab.

“A honestidade não é mérito, é obrigação de qualquer cidadão. A nossa meta é mostrar isso a sociedade e resgatar valores até então perdidos entre muitos de nossos gestores públicos”, disse Ademir Amorim

Geraldo Macedo, que também referendou a Carta de Vitória, diz que o Brasil vive um momento de mudanças e a Maçonaria não poderia se ausentar desse ato tão importante à história da nação. “A Ordem foi fundamental em momentos de transformações sociais e políticas no Mundo. Continua sendo importante para a mudança interior do ser humano e, nesse momento em que se discute a transição para a Maçonaria Executiva, é estratégica para fazer ecoar a voz pelo fim da corrupção”.

Macedo, que também preside a Zona 5 da Confederação Maçônica Interamericana (CMI) – que corresponde ao território brasileiro -, observa que o maçom deve participar ativamente da rotina política do País não apenas como cidadão, mas, como obreiro de uma instituição secular. “Se quisermos progredir devemos respeitar a história, mas devemos também construir uma nova história. Jamais devemos tornar a Maçonaria partido político ou trazer a discussão político-partidária para as nossas reuniões. No entanto, devemos questionar mais as autoridades dos três poderes, o Ministério Público, representantes da Saúde, Segurança Pública, Trabalho e Cidadania, o prefeito, vereadores, e por aí vai. Devemos, sobretudo, votar certo e orientar para que as pessoas votem em candidatos honestos e limpos”, finalizou Geraldo Macedo.

Dia do Maçom

O dia 20 de agosto foi escolhido para o lançamento da Campanha Reage Brasil não por acaso, pois é considerado o ‘Dia do Maçom’. No Brasil, a data foi escolhida em face ao papel de maçons na independência do país. De acordo com historiadores, no dia 20 de agosto de 1822 aconteceu uma sessão histórica entre as Lojas Maçônicas "Comércio e Artes" e "União e Tranquilidade", na cidade do Rio de Janeiro. Na ocasião, o maçom Gonçalves Ledo teria feito um discurso emocionante e inspirador, pedindo a Independência do Brasil ainda naquele ano. No mês seguinte à reunião, Dom Pedro I proclamou a independência do Brasil.

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